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Hiperhidrose

Quando o suor excessivo se torna um problema

Nos últimos anos, o problema da hiper-hidrose passou a ser bastante discutido, tanto dentro quanto fora dos consultórios médicos. Nós chamamos de hiper-hidrose aquela situação em que há uma sudorese exagerada, principalmente de mãos, pés e axilas. As pessoas com hiper-hidrose reclamam que estão com as mãos ou pés sempre molhados.

Mão suada

Qualquer situação de tensão desencadeia um fluxo de suor que literalmente faz as mãos pingarem. Embora não possa ser considerada uma doença, é um distúrbio que, pela sua importância social e pelo desconforto que causa, leva as pessoas a usar inúmeros artifícios para escondê-la. A mídia, falada e escrita, se interessou pelo problema e vários médicos estão divulgando informações sobre o assunto, discutindo principalmente a respeito das possibilidades e eficiência dos tratamentos cirúrgicos mais modernos. Com isso, muitas pessoas que sofriam com o problema em segredo, passaram a conhecê-lo melhor e foram informadas de que era possível tratá-lo de uma forma segura, eficiente e com baixo risco.

É evidente que a hiper-hidrose não é uma doença nova. A descrição desse problema é antiga, assim como o conhecimento das alterações orgânicas que o provocam. A grande dificuldade é que sempre foi muito difícil tratar essas pessoas, já que não havia um tratamento clínico eficaz e a técnica operatória indicada e usada até alguns anos atrás era complicada e tinha riscos de seqüelas. Por isso, poucos cirurgiões indicavam o tratamento cirúrgico e os pacientes peregrinavam por consultórios de clínicos, dermatologistas e até psiquiatras a procura de alívio para seu problema.

Hoje sabemos que muita gente sofre desse distúrbio, que é mais freqüente do que nós imaginamos. A pessoa que sofre de hiper-hidrose sua exageradamente nas extremidades, principalmente nas mãos. Essa sudorese pode ser tão intensa que prejudica as relações sociais, afetivas e até as atividades profissionais. Quem tem o problema procura escondê-lo, evitando contatos manuais com outras pessoas e usa artifícios para manter as mãos secas, deixando ao alcance toalhas, lenços de papel ou talco.

Mesmo com todas estas precauções, quem tem hiper-hidrose nunca se sente seguro. As mãos molhadas causam desconforto físico e emocional e o estresse que advém daí tende a piorar o problema. Os tratamentos locais, usando pomadas ou loções se mostraram inúteis e as injeções de botox, que a princípio pareciam promissoras, são dolorosas e pouco eficientes.

Sabemos desde o começo do século passado que se cortarmos pequenos nervos do chamado Sistema Nervoso Autônomo (Sistema Simpático), situados na parte alta do tórax cortaremos as conexões responsáveis pela produção de suor nas mãos. Com o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas usando micro-câmeras, a operação indicada para o tratamento da hiper-hidrose se tornou tecnicamente mais simples e mais segura, além de muito mais confortável para o paciente. Embora possa ser feita sob anestesia local, a anestesia geral é recomendável.

Através de dois pequenos cortes, geralmente feitos na axila, são introduzidos a micro-câmera e os instrumentos cirúrgicos. Os nervos responsáveis pelos estímulos que provocam o suor exagerado, são cortados e cauterizados. A dor e desconforto são muito pequenos, e normalmente o paciente recebe alta algumas horas depois da operação. O índice de satisfação dos pacientes operados é elevado e as complicações são raras.

Os melhores resultados são obtidos pelos pacientes que tem hiper-hidrose palmar (nas mãos), mas a operação também pode beneficiar quem tem hiper-hidrose crânio-facial e axilar. Com a divulgação dessas novas técnicas e dos seus resultados satisfatórios, inúmeras pessoas que escondiam o problema estão buscando tratamento.

Dr. Angelo Fernandez
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